Enxerto ósseo dentário é um procedimento utilizado para aumentar ou reconstruir o volume ósseo em determinadas regiões da boca. Na implantodontia, ele pode ser necessário quando a quantidade de osso disponível não oferece condições adequadas para instalar um implante na posição planejada.
No entanto, descobrir que existe perda óssea não significa automaticamente que todo paciente precisará de enxerto. Atualmente, diferentes técnicas, tamanhos de implantes e estratégias cirúrgicas permitem individualizar bastante o tratamento.
Além disso, a necessidade depende de onde está a perda óssea, de sua extensão e do tipo de reabilitação planejada. Em alguns casos, o dentista consegue realizar a regeneração óssea junto com a instalação do implante. Em outros, primeiro ocorre o enxerto e, depois do período de cicatrização, o implante é colocado.
Por isso, o planejamento começa pela avaliação clínica e pelos exames de imagem. A partir deles, o profissional consegue analisar largura, altura e anatomia óssea antes de definir a melhor estratégia.
O que é enxerto ósseo dentário?
O enxerto ósseo dentário busca criar condições favoráveis em uma área que perdeu volume ósseo ou que naturalmente não possui quantidade suficiente para determinado tratamento.
Na implantodontia, o implante precisa ficar envolvido por uma quantidade adequada de osso para alcançar estabilidade e permitir uma reabilitação bem planejada.
Por isso, quando a região é muito estreita, baixa ou apresenta um defeito específico, o cirurgião-dentista pode recorrer a técnicas de aumento ósseo.
Além disso, diferentes materiais podem participar desse processo.
O objetivo não é simplesmente “preencher um buraco”. A técnica procura criar um ambiente no qual o organismo consiga formar e manter tecido ósseo adequado.
Por que o osso diminui depois que um dente é perdido?
O osso alveolar existe em estreita relação com os dentes.
Depois de uma extração, o organismo inicia um processo natural de remodelação da região.
Assim, parte da largura e da altura do rebordo pode diminuir ao longo do tempo.
Além disso, a intensidade dessa mudança varia entre pessoas e regiões da boca.
Por isso, alguém que perdeu um dente recentemente pode apresentar uma condição óssea bastante diferente de outra pessoa que permanece sem o dente há muitos anos.
Quem perdeu o dente há muitos anos sempre precisa de enxerto?
Não.
O tempo sem o dente aumenta a possibilidade de alterações no rebordo ósseo, porém não determina sozinho a necessidade de enxerto.
Algumas pessoas ainda mantêm volume suficiente para a instalação de implantes.
Por outro lado, determinadas regiões podem apresentar perda significativa mesmo depois de períodos menores.
Por isso, somente a avaliação clínica e os exames de imagem conseguem mostrar a condição real.
Quando o enxerto ósseo dentário pode ser necessário?
O procedimento pode entrar no planejamento quando falta largura, altura ou volume ósseo em uma região destinada a receber implantes.
Além disso, pode ser indicado para reconstruir defeitos resultantes de perda dentária, infecções, traumatismos ou outras alterações.
Em determinadas situações, o enxerto também participa da preservação do alvéolo logo após a extração.
Assim, existem várias técnicas dentro do termo “enxerto ósseo”.
Por isso, duas pessoas podem dizer que fizeram enxerto e terem realizado procedimentos completamente diferentes.
Todo implante dentário precisa de enxerto?
Não.
Muitos implantes são instalados em áreas que já possuem volume ósseo adequado.
Além disso, determinados casos apresentam pequenos defeitos que podem ser tratados simultaneamente à instalação do implante.
Por isso, enxerto não deve aparecer como uma etapa automática da implantodontia.
Primeiro, o profissional precisa analisar o local em que o implante deverá ficar.
Depois, decide se existe necessidade de aumentar ou preservar o tecido ósseo.
Como saber se tenho osso suficiente para implante?
O cirurgião-dentista começa pela avaliação da boca e do espaço disponível para a futura prótese.
Em seguida, exames de imagem ajudam a visualizar a estrutura óssea.
A tomografia computadorizada de feixe cônico pode fornecer uma análise tridimensional da região.
Assim, o profissional consegue observar largura, altura e proximidade de estruturas anatômicas importantes.
Além disso, o planejamento precisa considerar onde ficará o futuro dente.
O objetivo não é simplesmente encontrar qualquer local onde caiba um implante.
A tomografia é importante no planejamento?
Ela pode ser muito importante em tratamentos com implantes e enxertos.
Radiografias convencionais oferecem informações úteis, porém possuem limitações por serem bidimensionais.
Já a tomografia permite estudar a região em diferentes planos.
Além disso, pode ajudar a visualizar o seio maxilar, canais nervosos e a espessura do osso.
Por isso, o dentista define quais exames são necessários conforme a complexidade do caso.
Quais tipos de enxerto ósseo existem?
Existem diferentes formas de classificar os enxertos.
Uma delas considera a origem do material.
O enxerto autógeno utiliza osso do próprio paciente.
Já materiais xenógenos têm origem em outra espécie e passam por processamento específico para uso odontológico.
Também existem materiais alógenos, provenientes de bancos de tecidos humanos, e materiais sintéticos, chamados de aloplásticos.
Além disso, o dentista pode combinar materiais dependendo da situação.
Por isso, não existe um único “melhor enxerto” para todos.
O que é enxerto autógeno?
É aquele em que o próprio paciente fornece o tecido ósseo.
Em procedimentos odontológicos, a área doadora pode ficar dentro da própria boca em determinados casos.
Além disso, reconstruções muito extensas podem exigir abordagens mais complexas.
O osso autógeno possui propriedades biológicas importantes e continua sendo uma referência em diversas situações reconstrutivas.
No entanto, sua utilização cria também uma segunda área cirúrgica.
Por isso, desconforto e morbidade da área doadora entram na decisão.
Enxerto de origem animal é seguro?
Existem biomateriais de origem animal desenvolvidos especificamente para uso médico e odontológico.
Eles passam por processos industriais destinados a remover componentes orgânicos e produzir uma estrutura apropriada para utilização clínica.
Além disso, esses materiais possuem décadas de pesquisa em regeneração óssea.
No entanto, indicação e escolha do produto precisam seguir critérios profissionais e regulatórios.
Por isso, o paciente pode perguntar ao dentista qual material será utilizado em seu caso.
O enxerto vira osso?
A resposta depende do material.
Alguns biomateriais funcionam principalmente como uma estrutura para o crescimento de novo tecido ósseo.
Com o tempo, parte deles pode ser reabsorvida e substituída pelo próprio organismo.
Outros materiais apresentam reabsorção mais lenta e podem permanecer integrados à região durante longos períodos.
Por isso, enxerto e osso novo não devem ser tratados como exatamente a mesma coisa desde o primeiro dia.
O que é regeneração óssea guiada?
A regeneração óssea guiada é uma técnica bastante utilizada em implantodontia.
Nela, o profissional pode combinar biomaterial e membrana para proteger a área que precisa formar novo osso.
A membrana ajuda a separar determinados tecidos durante a fase inicial de cicatrização.
Assim, cria-se um ambiente mais favorável para a regeneração.
Além disso, diferentes membranas apresentam características e indicações próprias.
Para que serve a membrana no enxerto?
Ela funciona como uma barreira dentro do processo de regeneração guiada.
O objetivo é evitar que tecidos de crescimento mais rápido ocupem precocemente o espaço destinado à formação óssea.
Além disso, determinadas membranas ajudam a estabilizar o biomaterial.
Por isso, movimentação excessiva e exposição precoce podem comprometer o processo em alguns procedimentos.
O que é enxerto em bloco?
Em determinados defeitos, o cirurgião pode utilizar um bloco de osso para aumentar o volume da região.
Essa técnica costuma exigir fixação e planejamento mais complexo.
Além disso, pode haver uma área doadora quando o bloco é autógeno.
Por isso, enxertos em bloco geralmente aparecem em reconstruções mais significativas do que pequenos preenchimentos ao redor de um implante.
O que é levantamento de seio maxilar?
O levantamento do seio maxilar é uma técnica utilizada na região posterior da maxila em casos selecionados.
Nessa área, a altura óssea disponível pode diminuir depois da perda dos dentes e pela proximidade do seio maxilar.
Assim, o cirurgião eleva cuidadosamente a membrana do seio e cria espaço para o material de enxerto.
Depois da cicatrização, a região pode oferecer melhores condições para receber implantes.
Além disso, dependendo da quantidade de osso inicial, o implante pode ser instalado simultaneamente ou em outra etapa.
Todo enxerto precisa acontecer antes do implante?
Não.
Em determinados casos, enxerto e implante podem ser realizados no mesmo procedimento.
Isso costuma ser possível quando o implante ainda consegue alcançar estabilidade adequada e o defeito permite regeneração simultânea.
Por outro lado, perdas ósseas maiores podem exigir uma primeira cirurgia reconstrutiva.
Depois do período de formação e maturação do tecido, ocorre a instalação dos implantes.
Por isso, o cronograma varia conforme o defeito.
É possível fazer enxerto no momento da extração?
Sim, em determinadas situações.
A preservação alveolar busca reduzir as alterações dimensionais que ocorrem depois da remoção do dente.
Para isso, o profissional pode utilizar um biomaterial no alvéolo recém-extraído.
No entanto, preservar o alvéolo não significa impedir completamente qualquer remodelação.
O organismo continuará passando pelo processo de cicatrização.
Por isso, a técnica busca limitar determinadas perdas e facilitar uma futura reabilitação.
Implante imediato elimina a necessidade de enxerto?
Não necessariamente.
Mesmo quando o implante é colocado logo após a extração, podem existir espaços entre o implante e as paredes do alvéolo.
Além disso, a parede óssea externa pode ser fina ou apresentar defeitos.
Por isso, determinados implantes imediatos também utilizam biomateriais.
Uma revisão sistemática encontrou menor reabsorção horizontal da parede vestibular em alguns casos que utilizaram substitutos ósseos durante implantes imediatos, embora também tenha apontado limitações e maior ocorrência de complicações predominantemente menores em certos estudos.
Enxerto ósseo dentário dói?
O procedimento acontece com anestesia local e, conforme a complexidade, outras estratégias de controle podem ser consideradas pela equipe.
Durante a recuperação, é possível apresentar dor, inchaço e sensibilidade.
No entanto, intensidade varia conforme extensão da cirurgia, local e características individuais.
Além disso, procedimentos que utilizam osso do próprio paciente podem gerar desconforto também na área doadora.
Por isso, o profissional fornece orientações específicas para o pós-operatório.
Quanto tempo dura o inchaço?
O edema costuma ser mais perceptível nos primeiros dias.
Depois, tende a diminuir progressivamente.
No entanto, a extensão da cirurgia influencia bastante.
Além disso, procedimentos maiores podem apresentar recuperação diferente de pequenos enxertos realizados junto com um implante.
Por isso, compare sua evolução com as orientações recebidas para o seu caso, não com a experiência de outra pessoa.
O que comer depois do enxerto ósseo?
Nos primeiros dias, a equipe pode orientar uma alimentação mais macia e adequada à região operada.
Além disso, é importante evitar traumatizar diretamente a área.
A temperatura dos alimentos também pode exigir atenção nas primeiras horas.
Por isso, siga as instruções entregues após a cirurgia.
Elas podem variar conforme localização e extensão do procedimento.
Posso escovar os dentes depois do enxerto?
Higiene continua sendo fundamental.
No entanto, a área operada pode exigir cuidados específicos temporariamente.
O dentista pode orientar como limpar os dentes próximos sem traumatizar suturas ou tecidos em cicatrização.
Além disso, soluções antissépticas podem ser recomendadas em determinadas situações.
Por isso, não abandone a higiene, mas também não escove diretamente a região cirúrgica sem orientação.
Posso fazer exercício depois do enxerto?
Normalmente existe uma restrição temporária de exercícios intensos após cirurgias.
Isso ajuda a controlar sangramento e desconforto durante a fase inicial.
No entanto, o período depende da extensão do procedimento e da recuperação.
Por isso, o cirurgião deve informar quando o retorno gradual às atividades é adequado.
Quanto tempo demora para o enxerto cicatrizar?
A cicatrização ocorre em etapas.
A gengiva fecha muito antes de o processo de formação e maturação óssea terminar.
Por isso, sentir a boca normal depois de algumas semanas não significa que o osso já completou sua reorganização.
Em muitos procedimentos, o período antes da instalação de um implante pode envolver alguns meses.
No entanto, técnica, região, material e tamanho do defeito modificam esse prazo.
Assim, não existe um número universal.
Quanto tempo depois do enxerto posso colocar implante?
Depende do procedimento.
Alguns implantes são colocados simultaneamente ao enxerto.
Em reconstruções realizadas previamente, o cirurgião pode aguardar alguns meses para permitir formação e maturação do novo tecido.
Além disso, a decisão pode envolver uma nova avaliação clínica e exames de imagem.
Por isso, o cronograma deve ser definido desde o planejamento inicial, mas pode receber ajustes conforme a cicatrização.
O enxerto pode não dar certo?
Sim.
Como qualquer procedimento cirúrgico, enxertos apresentam risco de complicações.
Infecção, exposição de membrana, abertura da ferida e perda parcial do material estão entre problemas possíveis.
Além disso, cada técnica possui um perfil de risco diferente.
Uma revisão sobre aumento horizontal utilizando materiais xenógenos encontrou complicações em cerca de 7,85% dos procedimentos avaliados, sendo a exposição da membrana uma das intercorrências mais relatadas.
Por isso, nenhuma cirurgia deve ser apresentada como garantia absoluta.
O cigarro prejudica o enxerto ósseo?
O tabagismo interfere negativamente na cicatrização e representa um fator de risco importante em diversos procedimentos odontológicos.
Além disso, fumar pode prejudicar os tecidos ao redor dos futuros implantes.
Por isso, o histórico de tabagismo precisa ser discutido durante o planejamento.
Reduzir ou abandonar o cigarro beneficia não apenas o enxerto, mas a saúde bucal e geral.
Diabetes impede enxerto ósseo?
Não automaticamente.
No entanto, o controle metabólico é importante porque influencia cicatrização e resposta do organismo.
Além disso, outras doenças e medicamentos também podem modificar o risco cirúrgico.
Por isso, informe ao dentista todas as condições de saúde e medicamentos utilizados.
Em alguns pacientes, a equipe pode solicitar avaliação médica adicional.
Quem tem osteoporose pode fazer enxerto?
A osteoporose não significa automaticamente que nenhum procedimento odontológico possa ser realizado.
No entanto, medicamentos utilizados para tratar alterações ósseas podem modificar a conduta.
Por isso, o dentista precisa conhecer exatamente quais medicamentos o paciente utiliza, há quanto tempo e por qual motivo.
Nunca suspenda medicação por conta própria antes de uma cirurgia.
Enxerto ósseo pode ser rejeitado?
A expressão “rejeição” não descreve bem a maioria das complicações observadas em enxertos odontológicos.
Dependendo do material utilizado, ele funciona como suporte para o processo regenerativo e não como um órgão transplantado que precisa permanecer biologicamente ativo da mesma forma.
No entanto, a cirurgia pode apresentar infecção, exposição, perda do material ou formação óssea insuficiente.
Por isso, é mais adequado falar em complicações ou falha do procedimento do que simplesmente em rejeição.
Como saber se o enxerto apresentou algum problema?
Dor e inchaço nos primeiros dias podem fazer parte da recuperação.
No entanto, piora progressiva, sangramento persistente, secreção, febre, gosto desagradável ou abertura da região merecem contato com a equipe.
Além disso, cada procedimento possui sinais específicos que o cirurgião explicará no pós-operatório.
Por isso, diante de algo diferente do esperado, entre em contato em vez de esperar vários dias.
O enxerto altera a aparência do rosto?
Pequenos enxertos realizados para implantes normalmente têm como objetivo reconstruir o rebordo alveolar, não modificar significativamente o formato do rosto.
Além disso, durante os primeiros dias o inchaço pode gerar uma alteração temporária.
Reconstruções muito extensas possuem outras características.
Por isso, o impacto estético depende do tipo e do tamanho do procedimento.
Enxerto ósseo ajuda na estética do implante?
Pode ajudar bastante em determinadas regiões.
Implantes não dependem apenas de integração ao osso.
Principalmente nos dentes anteriores, volume ósseo e tecidos gengivais ajudam a construir contorno e suporte adequados.
Além disso, procedimentos de aumento ósseo podem colaborar para estabilidade dos tecidos ao redor do implante.
Um consenso da Osteology Foundation encontrou estabilidade peri-implantar favorável em áreas submetidas a determinados procedimentos de aumento ósseo acompanhadas ao longo dos anos.
É melhor fazer o enxerto ou usar um implante menor?
Não existe uma resposta universal.
Implantes curtos ou estreitos podem reduzir a necessidade de determinadas reconstruções em alguns casos.
No entanto, eles possuem indicações e limitações próprias.
Além disso, a posição tridimensional necessária para a futura prótese precisa orientar a decisão.
Por isso, simplesmente procurar o implante que “caiba no osso disponível” nem sempre produz o melhor planejamento.
O planejamento da prótese vem antes do enxerto?
Idealmente, sim.
O objetivo final do tratamento é devolver um dente funcional e bem posicionado.
Por isso, o cirurgião precisa saber onde a futura coroa deverá ficar.
Depois, consegue avaliar se existe osso naquela posição ou se será necessário reconstruir a região.
Assim, enxerto e implante deixam de ser procedimentos isolados e passam a fazer parte de uma reabilitação completa.
Enxerto ósseo vale a pena?
Quando existe indicação, ele pode tornar possível uma reabilitação que não teria suporte ósseo adequado sem reconstrução.
Além disso, revisões científicas mostram que diferentes técnicas de aumento ósseo podem permitir instalação de implantes com bons índices de sobrevivência.
No entanto, o benefício precisa ser comparado à complexidade, ao tempo de tratamento e aos riscos.
Por isso, procedimentos maiores não devem ser realizados apenas porque são tecnicamente possíveis.
Existe enxerto sem retirar osso do paciente?
Sim.
Biomateriais xenógenos, alógenos e sintéticos permitem realizar várias técnicas sem criar uma área doadora autógena.
Além disso, materiais podem ser combinados.
Uma revisão sistemática sobre aumento horizontal encontrou resultados favoráveis com enxertos xenógenos e relatou ganho ósseo suficiente para instalação de mais de mil implantes nos estudos avaliados.
Por isso, a escolha depende principalmente das características do defeito.
Enxertos grandes são diferentes de pequenos enxertos?
Muito.
Um pequeno defeito ao redor de um implante pode exigir um procedimento relativamente localizado.
Por outro lado, uma mandíbula ou maxila com atrofia importante pode precisar de reconstrução complexa.
Além disso, grandes reconstruções podem utilizar áreas doadoras e técnicas diferentes.
Por isso, relatos sobre recuperação de um paciente não devem ser usados para prever a experiência de outro.
Enxerto ósseo aumenta a duração do tratamento?
Pode aumentar.
Quando o enxerto precisa cicatrizar antes da instalação do implante, acrescenta uma etapa ao tratamento.
Além disso, depois do implante ainda existe o período necessário para a integração e para a fase protética.
Por isso, tratamentos reconstrutivos exigem planejamento de médio prazo.
No entanto, tentar acelerar etapas sem respeitar a biologia pode comprometer o resultado.
Por que não colocar o implante imediatamente em qualquer quantidade de osso?
Porque o implante precisa ficar em uma posição favorável para sustentar a futura prótese.
Além disso, precisa de estabilidade e de uma condição óssea compatível com o planejamento.
Colocar um implante apenas onde existe osso pode gerar inclinação ou posição inadequada.
Por isso, em determinadas situações, reconstruir primeiro oferece melhores condições para a reabilitação.
Idade avançada impede enxerto ósseo?
Idade sozinha não costuma definir indicação.
Um paciente mais velho pode possuir boas condições clínicas para realizar cirurgia.
Por outro lado, uma pessoa mais jovem pode apresentar fatores que aumentam riscos.
Por isso, saúde geral, medicamentos, higiene e capacidade de recuperação pesam mais do que a idade isoladamente.
Existe limite de idade para implante com enxerto?
Não existe um número universal.
O dentista avalia risco cirúrgico e objetivos do tratamento.
Além disso, em pacientes idosos, facilidade de higiene e planejamento protético ganham ainda mais importância.
Por isso, a pergunta principal não é “quantos anos tenho?”, mas “quais são minhas condições de saúde para esse procedimento?”.
Como diminuir os riscos de um enxerto ósseo?
O primeiro passo é um diagnóstico adequado.
Além disso, o paciente deve informar doenças, alergias, medicamentos e hábitos como tabagismo.
Depois da cirurgia, precisa seguir orientações de higiene, alimentação, atividade física e medicação.
Também é importante comparecer aos retornos.
Assim, a equipe consegue acompanhar a cicatrização e agir cedo diante de qualquer alteração.
O enxerto precisa de acompanhamento depois de cicatrizado?
Sim.
O enxerto normalmente faz parte de uma reabilitação maior.
Depois, implantes e próteses também precisam de manutenção.
Além disso, higiene e saúde dos tecidos ao redor do implante influenciam o resultado em longo prazo.
Por isso, concluir a prótese não significa encerrar os cuidados.
Enxerto ósseo dentário em Veranópolis
Para quem precisa avaliar um enxerto ósseo dentário em Veranópolis, o primeiro passo é verificar a condição atual do osso e entender qual reabilitação será realizada.
A Sanctier Implantes é uma clínica odontológica localizada no Centro de Veranópolis e atua na área de odontologia e implantes.
Além disso, uma avaliação permite verificar se o paciente realmente precisa de enxerto ou se existe outra alternativa compatível com a anatomia e com a futura prótese.
Por isso, não é necessário concluir que perdeu a possibilidade de fazer implantes apenas porque ouviu que possui “pouco osso”.
O planejamento atual pode mostrar diferentes caminhos.
Enxerto ósseo dentário: reconstruir somente quando existe indicação
O enxerto ósseo dentário ampliou bastante as possibilidades da implantodontia.
Hoje, diferentes técnicas permitem reconstruir áreas que antes apresentavam volume insuficiente para receber implantes na posição necessária.
No entanto, enxerto não é uma etapa obrigatória para todos os pacientes.
Além disso, técnica, material e momento da cirurgia variam conforme o defeito.
Por isso, o tratamento deve começar pelo planejamento da futura prótese e pela análise tridimensional da região.
Quando existe indicação, a regeneração pode ajudar a criar condições mais favoráveis para estabilidade, função e estética do implante.
Quando não existe necessidade, adicionar uma cirurgia apenas aumenta a complexidade sem oferecer benefício.
Assim, a melhor estratégia não é fazer o maior número de procedimentos. É realizar exatamente aquilo que a anatomia e a reabilitação exigem.
Perguntas frequentes sobre enxerto ósseo dentário
O que é enxerto ósseo dentário?
É um procedimento que busca aumentar ou reconstruir o volume ósseo em uma região da boca. Na implantodontia, pode ser indicado quando não existe quantidade adequada de osso para posicionar um implante conforme o planejamento.
Todo mundo que vai colocar implante precisa fazer enxerto?
Não. Muitos pacientes possuem osso suficiente para receber implantes sem enxerto. A necessidade depende da quantidade e da localização do tecido ósseo disponível.
Enxerto ósseo dentário dói?
O procedimento é realizado com anestesia. Depois da cirurgia, podem ocorrer inchaço, sensibilidade e desconforto. A intensidade depende do tamanho e do tipo de enxerto realizado.
Quanto tempo demora para o enxerto ósseo cicatrizar?
O período varia conforme a técnica, material, região e tamanho do defeito. Em muitos casos, a formação e maturação do tecido ósseo levam alguns meses antes da próxima etapa do tratamento.
Posso colocar implante no mesmo dia do enxerto?
Em alguns casos, sim. Quando existe osso suficiente para obter estabilidade inicial do implante e o defeito permite regeneração simultânea, os dois procedimentos podem ocorrer juntos. Em reconstruções maiores, o enxerto pode precisar cicatrizar primeiro.
Quem perdeu os dentes há muitos anos pode fazer enxerto?
Pode ser possível. O tempo sem dentes pode aumentar a perda óssea, mas uma tomografia e a avaliação clínica ajudam a determinar quais técnicas estão disponíveis.
Existe enxerto sem retirar osso da própria pessoa?
Sim. Existem biomateriais de diferentes origens que podem ser usados isoladamente ou em combinação, dependendo da indicação clínica.
Onde fazer avaliação de enxerto ósseo em Veranópolis?
A Sanctier Implantes está localizada no Centro de Veranópolis e atua com odontologia e implantodontia. A necessidade de enxerto deve ser definida somente depois da avaliação clínica e dos exames necessários.
“A preservação dos tecidos é um dos pilares para resultados duradouros na implantodontia.” Dr. Daniel Buser
Análise complementar, com base na internet:
Diferentes defeitos ósseos exigem técnicas diferentes
Uma revisão sistemática recente mostrou que a escolha da técnica e do material depende da dimensão e do formato do defeito, das condições do paciente e da tolerância à morbidade. Por isso, não existe um único enxerto ideal para todos os tratamentos.
PubMed — Técnicas e resultados de aumento ósseo em implantodontia
A regeneração óssea guiada apresenta resultados favoráveis em aumento horizontal
A regeneração óssea guiada combina materiais de enxerto e barreiras para favorecer a formação de tecido na região desejada. Revisões científicas mostram que essa técnica pode proporcionar ganho horizontal suficiente para instalação de implantes em casos selecionados.
PubMed — Aumento ósseo lateral antes da instalação de implantes
Biomateriais xenógenos podem ser utilizados em determinados defeitos
Uma revisão sistemática envolvendo 610 pacientes avaliou enxertos xenógenos utilizados para aumento horizontal. O ganho ósseo médio foi de 4,44 mm, e as áreas reconstruídas permitiram a instalação de 1.325 implantes considerados bem-sucedidos nos estudos analisados.
PubMed — Enxertos xenógenos para aumento horizontal do rebordo
Procedimentos de aumento ósseo podem manter estabilidade dos tecidos peri-implantares
Um consenso da Osteology Foundation encontrou estabilidade favorável dos tecidos ao redor de implantes em áreas submetidas a aumento ósseo lateral acompanhadas por períodos de um a dez anos. Entretanto, manutenção e controle dos tecidos continuam necessários.
PubMed — Osteology Foundation: aumento ósseo e manutenção peri-implantar
Enxertos utilizados junto com implantes imediatos podem reduzir determinadas alterações ósseas
Uma revisão sistemática e meta-análise encontrou menor reabsorção horizontal da parede óssea vestibular em determinados implantes imediatos que utilizaram materiais substitutos ósseos. No entanto, os autores também identificaram limitações da evidência e maior ocorrência de algumas complicações, predominantemente menores.
PubMed Central — Biomateriais em implantes imediatos
Reconstruções extensas também podem apresentar boa sobrevivência de implantes
Uma revisão sistemática e meta-análise de 2024 avaliou implantes colocados em áreas reconstruídas com enxertos autógenos extraorais. Os estudos apresentaram altas taxas de sobrevivência em longo prazo, embora essas reconstruções pertençam a um grupo de casos muito mais complexo.
PubMed — Implantes em áreas reconstruídas com enxertos autógenos
A necessidade de enxerto deve ser definida individualmente
O conjunto da literatura reforça que tamanho do defeito, anatomia, posição planejada do implante e características do paciente precisam orientar a decisão. Por isso, uma tomografia mostrando “pouco osso” não determina sozinha qual técnica será realizada.
PubMed — Preservação e aumento ósseo para instalação de implantes